domingo, 5 de dezembro de 2010

Feminismo

Nascido no bojo de uma reação coletiva contra a misoginia (aversão ao feminino) e a opressão histórica para com as mulheres, o Feminismo é um discurso intelectual, filosófico e político que tem como meta direitos equânimes e uma vivência humana liberta de padrões opressores baseados em normas de gênero. Envolve diversos movimentos, teorias e filosofias advogando pela igualdade para homens e mulheres e a campanha pelos direitos das mulheres e seus interesses. De acordo com Maggie Humm e Rebecca Walker, a história do feminismo pode ser dividida em três "ondas". A primeira teria ocorrido no século XIX e início do século XX, a segunda nas décadas de 1960 e 1970, e a terceira teria ido da década de 1990 até a actualidade. A teoria feminista surgiu destes movimentos femininos, 
e se manifesta em diversas disciplinas como a geografia feminista, a história feminista e a crítica literária feminista. 

O feminismo alterou principalmente as perspectivas predominantes em diversas áreas da sociedade ocidental, que vão da cultura ao direito. As ativistas femininas fizeram campanhas pelos direitos legais das mulheres (direitos de contrato, direitos de propriedade, direitos ao voto), pelo direito da mulher à sua autonomia e à integridade de seu corpo, pelos direitos ao aborto e pelos direitos reprodutivos (incluindo o acesso à contracepção e a cuidados pré-natais de qualidade), pela proteção de mulheres e garotas contra a violência doméstica, o assédio sexual e o estupro, pelos direitos trabalhistas, incluindo a licença-maternidade e salários iguais, e todas as outras formas de discriminação. 

Durante a maior parte de sua história, a maior parte dos movimentos e teorias feministas tiveram líderes que eram principalmente mulheres brancas de classe média, da Europa Ocidental e da América do Norte. No entanto, desde pelo menos o discurso Sojourner Truth, feito em 1851 às feministas dos Estados Unidos, mulheres de outras raças propuseram formas alternativas de feminismo. Esta tendência foi acelerada na década de 1960, com o movimento pelos direitos civis que surgiu nos Estados Unidos, e o colapso do colonialismo europeu na África, no Caribe e em partes da América Latina e do Sudeste Asiático. Desde então as mulheres nas antigas colônias europeias e no Terceiro Mundo propuseram feminismos "pós-coloniais" - nas quais algumas postulantes, como Chandra Talpade Mohanty, criticam o feminismo tradicional ocidental como sendo etnocêntrico. Feministas negras, como Angela Davis e Alice Walker, compartilham este ponto de vista. Desde a década de 1980, as feministas standpoint argumentaram que o feminismo deveria examinar como a experiência da mulher com a desigualdade se relaciona ao racismo, à homofobia, ao classismo e à colonização. No fim da década e início da década seguinte as feministas ditas pós-modernas argumentaram que os papeis sociais dos gêneros seriam construídos socialmente, e que seria impossível generalizar as experiências das mulheres por todas as suas culturas e histórias. 

História 

Feministas e acadêmicos dividiram a história do movimento em três "ondas". A primeira onda se refere principalmente ao sufrágio feminino, movimentos do século XIX e início do XX preocupados principalmente com o direito da mulher ao voto. A segunda onda se refere às ideias e ações associadas com os movimentos de liberação feminina iniciados na década de 1960, que lutavam pela igualdade legal e social para as mulheres. A terceira onda seria uma continuação - e, segundo alguns autores, uma reação às suas falhas - da segunda onda, iniciada na década de 1990. 

Primeira onda 

A primeira onda do feminismo se refere a um período extenso de atividade feminista ocorrido durante o século XIX e fim do século XX no Reino Unido e nos Estados Unidos, que tinha o foco originalmente na promoção da igualdade nos direitos contratuais e de propriedade para homens e mulheres, e na oposição de casamentos arranjados e da propriedade de mulheres casadas (e seus filhos) por seus maridos. No entanto, no fim do século XIX, o ativismo passou a se focar principalmente na conquista de poder político, especialmente o direito ao sufrágio por parte das mulheres. Ainda assim, feministas como Voltairine de Cleyre e Margaret Sanger já faziam campanhas pelos direitos sexuais, reprodutivos e econômicos das mulheres nesta época. 

No Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda, as suffragettes e, talvez de maneira ainda mais eficiente, as sufragistas, fizeram campanha pelo voto da mulher. Em 1918 o Representation of the People Act foi aprovado, concedendo o voto às mulheres acima de 30 anos de idade que possuíssem uma ou mais casas. Em 1928 este direito foi estendido a todas as mulheres acima de vinte e um anos de idade. Nos Estados Unidos, líderes deste movimento incluíram Lucretia Mott, Lucy Stone, Elizabeth Cady Stanton e Susan B. Anthony, que haviam todas lutado pela abolição da escravidão antes de defender o direito das mulheres ao voto; todas eram influenciadas profundamente pelo pensamento quaker. A primeira onda do feminismo, nos Estados Unidos, envolveu uma ampla variedade de mulheres; algumas, como Frances Willard, pertenciam a grupos cristãos como a Woman's Christian Temperance Union; outras, como Matilda Joslyn Gage, eram mais radicais, e se expressavam dentro da National Woman Suffrage Association, ou de maneira independente. O fim da primeira onda do feminismo nos EUA é considerado como tendo terminado com a aprovação da 19ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos, de 1919, que concedeu a mulher o direito ao voto em todos os estados. O termo primeira onda foi cunhado em retrospecto, depois que o termo feminismo de segunda onda começou a ser usado para descrever um movimento feminista mais novo, que focalizava tanto no combate às desigualdades sociais e culturais quanto às políticas. 

A primeira onda de feministas, ao contrário da segunda, preocupou-se muito pouco com a questão do aborto; no geral, eram contrárias ao conceito. Embora nunca tenha se casado, Anthony publicou seus pontos de vista sobre o casamento, sustentando que uma mulher deveria poder recusar-se a fazer sexo com seu marido; a mulher americana não tinha, então, qualquer recurso legal contra o estupro por seu próprio marido. Primordial, em sua opinião, era conceder a mulher o direito ao seu próprio corpo, que ela via como um elemento essencial na prevenção de gravidezes indesejadas, através do uso de abstinência como método contraceptivo. Escreveu sobre o assunto em seu jornal, The Revolution, em 1869, argumentando que, em vez de meramente tentar aprovar uma lei contra o aborto, sua causa principal deveria também ser abordada. A simples aprovação de uma lei anti-aborto seria "apenas cortar o topo da erva daninha, enquanto sua raiz permanece." 

Segunda onda 

Segunda onda do feminismo se refere a um período da atividade feminista que teria começado no início da década de 1960 e durado até o fim da década de 1980. A acadêmica Imelda Whelehan sugere que a segunda onda teria sido uma continuação da fase anterior do feminismo, que envolveu as suffragettes do Reino Unido e Estados Unidos. A segunda onda feminista continuou a existir deste então, e coexistiu com o que é chamado de terceira onda; a estudiosa Estelle Freedman agrupa a primeira e a segunda onda do feminismo, afirmando que a primeira teria tido o foco em direitos como o sufrágio, enquanto a segunda se preocupava principalmente com questões de igualdade e o fim da discriminação. A ativista e autora feminista Carol Hanisch cunhou o slogan "O pessoal é político", que se tornou sinônimo desta segunda onda. As feministas de segunda onda viam as desigualdades culturais e políticas das mulheres como ligadas inexoravelmente, e encorajavam ativamente as mulheres a compreenderem aspectos de suas vidas pessoas como sendo profundamente politizados, e refletindo as estruturas de poder sexistas. 

Women's Liberation nos EUA 
A frase "Women's Liberation" ("Liberação das Mulheres&quot:) foi usada pela primeira vez nos Estados Unidos em 1964, e apareceu pela primeira vez impressa em 1966. Em 1968, embora o termo Women’s Liberation Front (Frente de Liberação das Mulheres) já tivesse aparecido na revista Ramparts, passou a se referir a todo o movimento feminista. Protestos feministas, o concurso Miss America e a queima de sutiãs também ficaram associados ao movimento, embora a real dimensão das queimas de sutiãs seja motivo de controvérsias. Uma das críticas mais contundentes do movimento de liberação feminina é a intelectual afro-americana Gloria Jean Watkins (que usa o pseudônimo "bell hooks&quot:), que argumenta que este movimento teria passado por cima das divisões de raça e classe, e, assim, não conseguia atingir "as questões que dividiam as mulheres", salientando também a falta de vozes minoritárias no movimento, em seu livro Feminist theory from margin to center (1984). 

A Mística Feminina 

O livro A Mística Feminina (The Feminine Mystique, 1963), de Betty Friedan, criticava a ideia de que as mulheres poderiam encontrar satisfação apenas através da criação dos filhos e das atividades do lar. De acordo com o obituário de Friedan no New York Times, A Mística Feminina teria "colocado fogo no movimento feminista contemporâneo, em 1963, e, como resultado, transformado permanentemente o tecido social dos Estados Unidos e dos países ao redor do mundo", e "é amplamente conceituado como um dos livros de não-ficção mais influentes do século XX." No livro, Friedan levanta a hipótese de que as mulheres seriam vítimas de um sistema falso de crenças que exige que elas encontrem identidade e significado em suas vidas através de seus maridos e filhos; este sistema faz com que a mulher perca completamente a sua identidade para a de sua família. Friedan especificamente localiza este sistema nas comunidades suburbanas de classe média pós-Segunda Guerra Mundial; ao mesmo tempo, o boom econômico pós-guerra nos Estados Unidos levou ao desenvolvimento de novas tecnologias que tornaram o trabalho das donas-de-casa menos difícil, mas que frequentemente tinham o resultado de tornar o trabalho das mulheres menos significante e menos valorizado. 

Terceira onda 

A terceira onda do feminismo começou no início da década de 1990, como um resposta às supostas falhas da segunda onda, e também como uma retaliação a iniciativas e movimentos criados pela segunda onda. O feminismo da terceira onda visa desafiar ou evitar aquilo que vê como as definições essencialistas da feminilidade feitas pela segunda onda que colocaria ênfase demais nas experiências das mulheres brancas de classe média-alta. 
Uma interpretação pós-estruturalista do gênero e da sexualidade é central à maior parte da ideologia da terceira onda. As feministas da terceira onda frequentemente enfatizam a "micropolítica", e desafiam os paradigmas da segunda onda sobre o que é e o que não é bom para as mulheres. A terceira onda teve sua origem no meio da década de 1980; líderes feministas com raízes na segunda onda, como Gloria Anzaldua, bell hooks, Chela Sandoval, Cherrie Moraga, Audre Lorde, Maxine Hong Kingston, e diversas outras feministas negras, procuraram negociar um espaço dentro da esfera feminista para a consideração de subjetividades relacionadas à raça. Third-wave feminism also contains internal debates between difference feminists such as the psychologist Carol Gilligan (who believes that there are important differences between the sexes) and those who believe that there are no inherent differences between the sexes and contend that gender roles are due to social conditioning. 

Pós-feminismo 

O termo pós-feminismo descreve uma série de pontos de vista em reação ao feminismo. Embora não cheguem a ser "anti-feministas", as pós-feministas acreditam que as mulheres atingiram as metas da segunda onda, ao mesmo tempo em que são críticas das metas da terceira onda do feminismo. O termo foi usado pela primeira vez na década de 1980, para descrever uma reação contra essa segunda onda, e atualmente é usado como rótulo para diversas teorias que analisam de maneira crítica os discursos feministas anteriores, e incluem desafios às ideias da segunda onda. Other post-feminists say that feminism is no longer relevant to today's society. A historiadora da arte Amelia Jones escreveu que os textos pós-feministas surgidos nas décadas de 80 e 90 retratavam a segunda onda do feminismo como uma entidade monolítica, usando generalizações em suas críticas. Um dos primeiros usos do termo foi no artigo de 1982 de Susan Bolotin, "Voices of the Post-Feminist Generation" ("Vozes da geração pós-feminista&quot:), publicada na New York Times Magazine. Este artigo foi baseado numa série de entrevistas com mulheres que concordavam em grande parte com as metas do feminismo, porém não se identificavam como feministas. Feministas contemporâneas, como Katha Pollitt ou Nadine Strossen, consideram que o feminismo simplesmente afirma que "mulheres são pessoas". Pontos de vista que separam os sexos, em vez de uni-los, são considerados por estas autoras como sexistas, e não feministas. 

Em seu livro Backlash: The Undeclared War Against American Women, Susan Faludi argumenta que uma reação contra a segunda onda do feminismo na década de 1980 conseguiu redefinir com sucesso o feminismo através de seus próprios termos; colocou o movimento de liberação feminina como fonte de muitos dos problemas que estariam supostamente afligindo as mulheres no fim da década de 80 - problemas estes que, segundo ela, seriam ilusórios, criados pela mídia sem qualquer evidência substancial. De acordo com ela, este tipo de reação é uma tendência histórica, que ocorre sempre que parece que as mulheres obtiveram ganhos substanciais em seus esforços para obter direitos iguais. 

Segunda a acadêmica britânica Angela McRobbie, adicionar o prefixo "pós-" a feminismo mina todos os avanços que o feminismo fez na conquista da igualdade para todos, incluindo as mulheres. "Pós-feminismo" daria a impressão de que esta igualdade já teria sido atingida, e que as feministas agora poderiam dedicar-se a metas diferentes. McRobbie acredita que o pós-feminismo pode ser visto mais claramente nos produtos supostamente feministas da mídia, tais como filmes e séries como Bridget Jones's Diary, Sex and the City e Ally McBeal. Personagens femininas como Bridget Jones e Carrie Bradshaw alegam serem liberadas, e gozam claramente de sua sexualidade, porém estão constantemente à procura do homem que fará tudo valer a pena. 

Feminismo francês 
O termo feminismo francês se refere a um ramo do feminismo que teria a partir de um grupo de estudiosos franceses, da década de 1970 à de 1990. O feminismo francês, comparado ao anglófono, se destaca por uma abordagem mais filosófica e literária, e seus escritos tendem a ser efusivos e metafóricas, menos preocupados com a doutrina política, e geralmente mais focados nas teorias "do corpo". O termo inclui autores que não são necessariamente franceses, mas que trabalharam substancialmente na França ou na tradição francesa, tais como Julia Kristeva e Bracha Ettinger. 

A escritora e filósofa francesa Simone de Beauvoir escreveu romances, monografias sobre filosofia, política e questões sociais, ensaios, biografias e uma autobiografia, e é conhecida atualmente por seus romances metafísicos, incluindo Ela Veio Para Ficar e Os Mandarins, e por sua obra O Segundo Sexo, de 1949, uma análise detalhada da opressão sofrida pela mulher e um tratado com as fundações do feminismo contemporâneo. O livro estabelece um existencialismo feminista, que determina uma revolução moral. Como existencialista, aceitou o preceito de Jean-Paul Sartre de que "a existência precede a essência" e, portanto, "não se nasce uma mulher, torna-se uma". Sua análise se concentra na construção social da Mulher como o Outro, que ela identifica como sendo fundamental à opressão da mulher. Um de seus argumentos é o de que as mulheres teriam sido consideradas, ao longo da história, como anormais e transviadas, e sustenta que até mesmo Mary Wollstonecraft considerava os homens como o ideal ao qual as mulheres deviam aspirar; para o feminismo seguir adiante, segundo ela, esta atitude deveria ser abandonada. Na década de 70 as feministas francesas abordaram o feminismo com o conceito de écriture féminine, que pode ser traduzido como "escrita feminina".Segundo Helene Cixous a escrita e a filosofia seriam falocêntricas, e, juntamente com outras feministas francesas como Luce Irigaray, enfatizou a "escrita do corpo" como um exercício subversivo.O trabalho da filósofa e psicanalista feminista Julia Kristeva influenciou a teoria feminista em geral, em especial a crítica literária feminista, e, a partir da década de 1980, o trabalho da artista e psicanalista Bracha Ettinger influenciou a crítica literária, história da arte e a teoria cinemática. No entanto, como a acadêmica Elizabeth Wright apontou, "nenhuma destas feministas francesas se alinha com o movimento feminista tal como ele aparecia no mundo anglófono.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

NO CHILD BORN WITH HIV BY 2015

Subject: Join me in changing the world

Dear friend,

I need 30 seconds of your time to help change the world.

By adding our voice, we can show that even in hard times, people around the world still care about those who don't have access to clean water or basic healthcare. The kind of extreme poverty that sees nearly 400,000 children born each year with HIV when this is completely preventable through simple treatment.

We can prevent this – by 2015 we can deliver the medicines so that no child is born with HIV. It starts with all of us asking world leaders to support efforts to make it happen.

I’ve added my name. Please add yours:

http://one.org/international/actnow/nochild/index.html?rc=nochildpaste

Together we can achieve a world where no child is born with HIV by 2015.

Thank you,

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Você tem fome de amor?

Fome significa ausência, falta, privação - pode ser tanto de alimento como de amor. Em termos de alimento, existem vários tipos de fome. A fome pura e simples, fome oca, por falta de ter o que comer. A fome oculta, bastante generalizada na sociedade do fast food. O que significa que as refeições são cada vez mais fast menos food, oferecem cada vez menos substâncias nutritivas. E existe ainda a fome insípida, que é causada pela monotonia - sempre arroz e feijão.

Carência, por sua vez, é fome de amor. É um estado passageiro ou crônico de subalimentação emocional. As sensações são tanto psicológicas como físicas: dor no peito e na boca do estômago, sensação de vazio, de frio. Pode haver motivos profundamente arraigados em cada um de nós para essa fome. Em geral, está ligada a falta, a perda. Perder significa ser privado de, cessar de ter. Se sofremos uma perda de um ser querido por morte, divórcio ou rejeição, a fome vai crescendo e ficamos desnutridos emocionalmente. Às vezes, chegamos a acreditar que vamos morrer de fome. 

Provavelmente não morremos, porque nosso coração tem "sete vidas". Entretanto, muitas vezes essa fome crônica é capaz de gerar uma reação extremada. Para não senti-la, podemos amortecer em nós mesmos essa necessidade de amar e de sermos amados, e então ficar como um peixe frio. Se congelarmos uma parte do nosso corpo ou do nosso coração, não vamos sentir nem o bom nem o ruim. Nada. Mas não nascemos para ser icebergs, e sim para ser humanos. Somos vulneráveis tanto ao amor como à falta dele. 

O coração humano só se tornaria perfeito se virasse inquebrável. Como isso nunca vai acontecer, é melhor deixá-lo pulsar - assumindo o risco de amar, de ir em busca do amor. 

Reaquecer o próprio corpo, o coração, dói, mas vale a pena. Às vezes, é preciso ter ajuda de um especialista. Se congelarmos nossas emoções, nossos sentimento, nos sentiremos protegidos ("Nada me atinge, portanto não posso ser ferido"). O medo da rejeição, do abandono é tão grande que para evitar o sofrimento criamos uma dupla proteção. Só que isso é um mecanismo de defesa contra a dor. Na vida é assim: aparecem ameaças, perigos de todos os tipos e aprendemos a enfrentá-los. Só que exageramos na dose, aprendemos "bem demais". Criamos proteção exagerada. Então, o que acontece é uma over reaction, ou seja, uma reação exagerada ao contrário. Aí não vamos sentir nem a dor nem o prazer. Mas essa é uma falsa sensação de invulnerabilidade.


Não existe imunidade contra o sofrimento. Todos carregam as cicatrizes de mil ferimentos. Os da infância, os da adolescência, que às vezes ainda sangram, os da idade adulta, dos sonhos não vividos. Como fazer com que todos desapareçam? 

A resposta não é se fechar, não é se bloquear, não é se trancar a sete chaves para se defender da vida. A resposta está em se fortalecer para ter a coragem de viver e esperar da vida aquilo que ela pode nos dar. No seu livro "Faça as pazes com a vida - Aprendendo a conviver com as perdas", Ana Stearns explica que uma das conquistas mais difíceis é nos liberarmos das expectativas irreais sobre o que sentimos que a vida deveria ser. Ela deveria ser mais justa em sua distribuição de dor e sofrimento. Deveria proporcionar mais oportunidades de crescimento pela via da felicidade que do sofrimento. As pessoas de quem gostamos não deveriam ter problemas nos momentos em que mais precisamos delas. O fato de termos aprendido tanto com o sofrimento deveria poupar-nos de qualquer dor no futuro. Mas cada uma dessas idéias é uma expectativa irreal. 


A vida é o que é. Todos somos vulneráveis e carentes. Ana Stearns conclui dizendo que à medida que nos libertamos das expectativas irreais em relação à vida, começamos a recriar nós mesmos, nossos objetivos, nossas relações com os outros. Como nossas expectativas quanto a nós mesmos e aos outros se tornam aos poucos mais realistas, fica mais difícil nos iludirmos e mais fácil nos satisfazermos.

Não existe seguro contra o risco de amar. Há muita dor no amor e, claro, sempre existem riscos. Não podem nos impedir de pensar se não existiria um jeito melhor de viver em que a dor não viesse sempre misturada ao prazer. Mas na vida é assim: ou você pega os dois ou fica sem nada. Dor e prazer são o pão cotidiano dos homens. Talvez o mais importante seja amar e aprender.

*Maria Helena Matarazzo é sexóloga e autora de "Amar é preciso" e "Nós dois".

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Amor-relâmpago

Por que as relações são cada vez mais efêmeras 

17/10/2008 

*Por Maria Helena Matarazzo 

Todos concordam que o amor é fundamental e, por isso, o buscam mais do que qualquer coisa. Há pessoas que não conseguem encontrar seu parceiro, mas a maioria encontra. Só que muitas não levam adiante a relação, pois foi formada com base em idéias falsas. A saída é aprender a estabelecer relacionamentos que preencham suas necessidades. 

Certamente todo mundo concorda que o amor é uma das mais maravilhosas, mais impressionantes, mais irresistíveis forças-motrizes na vida dos homens e das mulheres. Mas muitas pessoas que procuram o amor, que o experimentam e ficam encantadas com ele, são incapazes de sustentar um relacionamento durante um longo tempo, ou a vida toda. 

As crises de desilusão, de desapontamento, às vezes seguidas, são provavelmente, uma realidade não vida de muitos. Amor, intimidade, é o que as pessoas buscam mais do que tudo, porém é justamente nesse campo que mais ocorrem desencontros, incompreensões, confusões e tragédias. Isso devido ao fato de o amor ser desordenado, apaixonado, incerto, liberador, assustador, consolador e... ao mesmo tempo, apetitoso. Em outras palavras, ele é contraditório, diferente até para a mesma pessoa em momentos diferentes. 

Muitos "testam" seus encontros com sexo –indo para a cama.Como, em geral, a primeira vez não é a melhor, avaliam essas experiências como fracassos. E, como fracassam no teste, se afastam. Por que será que existe essa diferença tão grande entre a imagem pública do amor criada pela mídia e a experiência pessoal de cada um de nós em relação a ele? Muitas pessoas confundem sexo com amor, mas sabemos que algumas pessoas têm vida sexual intensa e nem se gostam, já outras se amam profundamente e têm uma vida sexual sem inspiração. 

Como diz o famoso sexólogo americano Sol Gordon, não se pode comparar amor com sexo, como também não se pode comprar amor com sexo. Muitas mulheres, mesmo nesse período esclarecido de pós-revolução sexual no qual vivemos, se envolvem sexualmente porque acreditam que isso pode levar ao amor, mas um número maior de homens se envolve sexualmente porque é tudo que desejam. Então, enquanto homens e mulheres não pararem de brincar com o amor, é importante conhecer as regras desse jogo e decidir se queremos ou não jogar com cartas marcadas. 

Em todas as direções que olhamos, vemos versões idealizadas, glamourizadas de amor. É como se a cultura de massa quisesse que ficássemos presos à fantasia e fizesse o possível e o impossível para incitar, promover e expandir essa idéia de amor total. Conseguir forjar um relacionamento verdadeiro no meio de todo esse hiper-romantismo faz com que uma proposta de vida a dois, que já é difícil, se torne mais difícil ainda. 

O que é único sobre nossa cultura é a crença de que amor romântico e casamento são a mesma coisa. Segundo o filósofo alemão, Friedrich Nietzche, "não é a falta de amor, mas a falta de amizade que faz casamentos infelizes". 

Realmente, estamos precisando é de redefinir o amor. Podemos ver por toda parte as conseqüências dessa nossa atitude ultra-romântica em relação a ele: a dor que paira como um fantasma no ar e os restos destroçados dos sonhos na vida das pessoas que amamos. Se vamos criar um mundo mais humano, é importante descobrir como formarmos relacionamentos que preencham nossas necessidades mais profundas e nos dêem coragem para viver. 

Vivemos num mundo desesperado por esperança. Como o amor é sempre alarmante, digamos que a esperança é seu "anjo da guarda". 

*Maria Helena Matarazzo é sexóloga e autora de "Amar é Preciso" e de "Nós Dois" e "Namorantes".

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

ANSWER TRUTHFULLY:questionario da silvia

1. Last beverage- sumo de laranja
2. Last phone call- d. amélia
3. Last text message- mãe
4. Last song you listened to- korn - head over feet
5. Last time you cried- no último fim-de-semana

SIX HAVE YOU EVER’s

6. Dated someone twice- sim
7. Been cheated on?- infelizmente sim
8. Kissed someone & regretted it?- sim
9. Lost someone special?- sim
10. Been depressed?- sim.
11 Had a friend turn on -  sim

LIST FOUR FAVORITE COLORS:  verde, azul e cor-de-rosa

HAVE YOU:

12. Made new friends- sim
13. Fallen out of love- sim. 
14. Laughed until you cried- sim
15. Met someone who changed you- sim
16. Found out who your true friends were- sim
17. Found out someone was talking about you- sim
18. Kissed anyone on your friend's list- não sei
19. How many people on your friend's list do you know in real life- não sei
20. How many kids do you want to have- 2 (um casal)
22. Do you want to change your name- não
23. What did you do for your last birthday- nada de especial, mas depois fui passar o fim-de-semana fora
24. What time did you wake up today- 6h10
25. What were you doing at midnight last night - navegar
26. Name something you CANNOT wait for- universidade e trabalho
27. Last time you saw your father- hoje
28. One thing you wish you could change about your life- fazer a minha operação para arrancar de vez com a minha vida
29. What are you listening to right now- televisão e a minha avó
30. Have you ever talked to a person named Tom- acho que sim
31. What's getting on your nerves right now? não me lembro
32. Most visited webpage- Facebook / Blogger

ABOUT ME:

33. What's your name- ana rita
34. Nicknames- ritinha, harlem_angel
35. Zodiac sign- leão
36. Male or female- menina
37. Elementary- EB1 Azambuja Quinta dos gatos, Externato Alves Redol e Escola primária do Setil
38. Middle School- EB1 integrada de Azambuja e Escola E.B. 2,3 Dr António Chora Barroso
39. High school- Escola ES/3 Artur Gonçalves
40. Hair color- castanho escuro
41. Long or short- médio
42. Height-1.65
43. Do you have a crush on someone? - sim, mas acho que vai passando com o tempo
45: What do you like about yourself- o coração
46. Piercings- não
47. Tattoos- não
48. Righty or lefty- dextra

FIRSTS :

49. First surgery-não, mas vou fazer em breve
50. First piercing- não
51. First best friend- sara simões e susana
52. First sport you joined- não me lembro
53. First pet's name- kiss
54. First vacation- setúbal
55. First concert- anjos
56. First crush- no 5º ano

RIGHT NOW:

57. Eating- não
59. Drinking- leite
60. I'm about to- ir dormir
61. Listening to- tv
62. Waiting for- ir dormir

YOUR FUTURE :

63. Want kids?- sim
64. Want to get married?- sim
65. Careers in mind?-sim

WHICH IS BETTER WITH THE OPPOSITE GENDER?

66. Lips or eyes- olhos
67. Hugs or kisses-  abraços
68. Shorter or taller- nem muito alto, nem muito baixo
69. Older or Younger- um pouco mais velho, mas não muito (só dois ou três anos)
70. Romantic or spontaneous- romântico realista
71. Nice stomach or nice arms-  na média
72. Sensitive or loud- na média
73. Hook-up or relationship - relação séria
74. Trouble maker or hesitant- na média

HAVE YOU EVER :

75. Cried yourself to sleep- sim
76. Passed out after drinking- não
77. Kissed a stranger- não
78. Drank hard liquor- Irish coffee conta?
79. Jumped in a pool with clothes on- Não
80. Lost glasses/contacts- não, mas já perdi um aparelho de dentes
81. Sex on first date- Não era capaz
82. Broken someone's heart- sim
83. Had your own heart broken- sim
86. Turned someone down- sim
87. Cried when someone died- sim
88. Liked a friend that is the opposite gender?- sim

DO YOU BELIEVE IN:

89. Yourself- sim
90. Miracles- nunca se sabe
91. Love at first sight-sim
92. Heaven- já acreditei mais
93. Santa Clause- deixei de acreditar a partir dos dez anos
95. Kiss on the first date?- não

ANSWER TRUTHFULLY:

97. Is there one person you want to be with right now? - talvez
98. Who is it?- não vou dizer
99. Had more than one boyfriend/girlfriend at one time?- já gostei de dois rapazes ao mesmo tempo
100. Told 100 truths?- acho que sim

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Instruções para toda a Vida

1. Leve em consideração que grandes amores e conquistas envolvem grande risco. 

2. Quando você perde, não perca a lição. 

3. Siga os três R's: 
Respeito a si mesmo 
Respeito aos outros 
Responsabilidade por todas suas acções 

4. Lembre-se que não conseguir o que você quer é algumas vezes um grande lance de sorte. 

5. Aprenda as regras de maneira a saber quebrá-las da maneira mais apropriada. 

6. Não deixe uma disputa por questões menores ferir um grande amigo. 

7. Quando você perceber que cometeu um erro, tome providências imediatas para corrigi-lo. 

8. Passe algum tempo sozinho todos os dias. 

9. Abra seus braços para mudanças, sem abrir mão de seus valores. 

10. Lembre-se que o silêncio é algumas vezes a melhor resposta. 

11. Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e pensar no passado, poderá obter prazer uma segunda vez. 

12. Uma atmosfera de amor em sua casa é o fundamento para sua vida. 

13. Em discordância com entes queridos, trate apenas da situação corrente. Não levante questões passadas. 

14. Compartilhe o seu conhecimento. Esta é uma maneira de alcançar a 
imortalidade. 

15. Seja gentil com a terra. 

16. Uma vez por ano, vá a algum lugar que você nunca esteve antes. 

17. Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele em que o amor mútuo excede o amor que cada um precisa do outro. 

18. Julgue o seu sucesso por aquilo que você teve que abrir mão para consegui-lo. 

19. Entregue-se total e sem restrições ao amor e à cozinha.